[Review] Café des Fleurs

Quem me conhece pessoalmente (ou virtualmente a ponto de dizer que me conhece bem), sabe o quanto sou apaixonada pela cultura francesa. Tanto que o francês é meu segundo idioma, aprendido em vários anos de aulas particulares e algumas idas à França para treinar. Alias, a França é uma das maiores empatias familiares que tenho. Mãe, irmã, marido, cunhado, todo mundo apaixonadíssimo por Paris.
Dizia, minha falecida avó que ela tinha um avô francês, mas o sobrenome dele, fosse qual fosse não chegou a mim e estou longe de poder dizer que tenho ascendência francesa que justifique tamanha paixão pela Cidade Luz.

O que meu marido mais ama em Paris, certamente são as boulangeries (padarias) que dão um cheiro indiscritível aos arredores. Lembro quando estivemos lá pela primeira vez, que bastava nos aproximar de uma dessas padarias, para ele exclamar “adoro esse cheiro!”. Realmente, é um cheiro tão saboroso, que se você for fã de pães salgados e doces, fica com água na boca em milésimos de segundos!

Mas, infelizmente, ir à Paris para comprar croissant, brioches e pães doces típicos de viennoiserie (se você traduzir no Google Translate,  virá como “pastelaria” mas não é  bem isso,  são pães doces feitos com massa folhada, que você pode ver se colocar tal palavra no Google Images) não é das tarefas mais baratas, que qualquer reles mortal consegue com facilidade, o jeito é se refugiar às casas francesas daqui das terras tupiniquins. Aqui entre nós, a diferença de paladar é grande, porque praticamente tudo é adaptado ao paladar brasileiro. Os franceses usam pouquíssimo sal e açúcar, o que deixaria muito brasileiro insatisfeito. Portanto, as casas especializadas costumam salgar e adoçar tudo um pouco mais, porém, algumas agradam assim mesmo.

Uma das minhas favoritas é o Café des Fleurs que fica no bairro do Campo Belo, em São Paulo capital. A casa temática, só pela decoração, já vale como uma mini viagem à França. Impecavelmente decorada com móveis de madeira pintada de branco e papel de parede floral, passando pelos mínimos detalhes, como o vaso de vidro das mesas com seu formato de Torre Eiffel.
Quanto aos quitutes, além das tais viennoiseries (confesso que não gosto muito do croissant de lá, mas tudo bem, porque já reprovei croissants até na França, sou exigente com a massa), a casa oferece bolinhos e docinhos lindamente decorados e um macaron impecável. Nem sei qual sabor é melhor, mas o de champagne é pedida obrigatória.
Já o espresso que oferecem é da marca Orfeu, produzidos somente com grãos da variação arábica, razoavelmente bem tirado, adociado, com acidez média e notas florais. A casa também oferece alguns blends da Nespresso, que vem acompanhados de um delicioso chocolate meio amargo.
O cardápio da casa também há alguns chás franceses cujas amostras são trazidas à mesa em vidrinhos lindos que explicam tudo que o chá leva, especiarias como cravo, canela, maçã e até caramelo; além de sanduíches, quiches e outros pratos rápidos.

Para quem for ou vier a São Paulo passar uns dias, vale a pena experimentar. De verdade!

Beijinhos,
Lak

Café des Fleurs
R. Gabrielle D’Anunzzio, 1291
de terça à domingo, das 08h às 22h
fechado às segundas.

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Receita: Brigadeiro de Café

Que tal uma receita com café? Que pode finalizar o cafezinho ou simplesmente deleitar o estômago naquelas horas que dá uma vontade imensa de comer docinho.

Aviso que é altamente viciante para as formigas de plantão!

Imagem de brigadeiros sobre forminhas de gaze bege claras, cortadas em forma de flor e cobertas com tule quase transparente. Os brigadeiros estão sobre um fundo de chocolate granulado

Ingredientes
1 lata de leite condensado
1 e 1/2 colher (sopa) de manteiga
1 de xícara (café) de café (hihihi) já preparado ou 1 colher de chá de pó de café instantâneo
2 colheres (sopa) de chocolate em pó

Chocolate granulado

Modo de preparo
Basicamente, o mesmo processo do brigadeiro normal: coloque  todos os ingredientes (menos o granulado) numa panela e leve ao fogo brando, sem parar de mexer. Quando o creme desprender do fundo da panela, apague o fogo. Despeje sobre um prato e  até desprender do fundo da panela. Transfira para um prato e deixe esfriar. Quando estiver frio, você pode enrolar tradicionalmente e passar no granulado ou colocar em potinhos e cobrir com o granulado. Essa segunda opção é a que eu uso, porque enrolar brigadeiro só naqueles dias de extrema paciência.

Beijinhos,

Lak

p.s. a foto é do meu portifólio de fotografia! Adorei ter oportunidade de divulgá-lo aqui hihihi

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Cafezal Urbano

Que São Paulo é uma cidade surpreendente em todos os sentidos (inclusive os negativos, infelizmente) provavelmente, você já sabia, caro leitor.

Mas, o que talvez você não saiba é que São Paulo abriga também um dos maiores cafezais de área urbana do mundo!

Imagem do Secretário do Governo do Estado de São Paulo, de terno cinza e chapéu de palha, passando os frutos de café maduro e vermelhos, por uma peneira com borda de madeira. Ao fundo, pés de cafés verdes.

Foto: Divulgação

O endereço é mais surpreendente ainda, próximo à Av. 23 de Maio. Já imagina onde é? Pelo sim, pelo não, te conto: Instituto Biológico, que abriga o Cafezal Ibirapuera.

A plantação nasceu na década de 50, inicialmente a título de pesquisa para controle de pragas de cultura de café. Depois, o pesquisador científico Dr. Aldir Alves Teixeira implementou o plantio de consumo.
São mais de 10.000m² de área de plantio, onde são cultivados grãos do tipo Catuaí e Novo mundo, ambos do tipo Arábico, o melhor tipo de planta de café. A colheita anual é realizada em maio, pois dia 24 de maio é comemorado o Dia do Café (você sabia dessa?), onde apenas os grãos maduros são colhidos. O Cafezal Ibirapuera produz cerca de 1 tonelada de café, que depois de processado, resulta em 500kg. Como o cafezal é mantido com dinheiro do Governo do Estado, todo a colheita é doada para o Fundo Social de Solidariedade do Governo do Estado de São Paulo. Este evento recebe o nome de “Sabor da Colheita” e recebe da Associação Brasileira de Industria de Café, do Sindicato da Industria de Café do Estado de São Paulo e da Câmara Setorial do Café.

Para quem quiser saber mais, o site do Instituto Biológico: www.biologico.sp.gov.br

Beijinhos,

Lak

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Café Nespresso

modelo de máquina de café Nespresso. Esta, tem formato triangular, com apoio para xícara.

Modelo de Máquina Nespresso. Foto: Divulgação

Outro dia, uma amiga veio me pedir dica de cafeteira espresso para a empresa dela. Respondi que achava bobagem comprar uma máquina de boa qualidade, a menos que a empresa fosse uma cafeteria ou um bar, porque o bom e velho café de coador faz muito bem o papel de anfitrião.

Como ela realmente queria uma máquina, conversamos a respeito da máquina Nespresso e fiquei de fazer um post aqui no “De Café Eu Entendo” sobre elas.

Quem já experimentou o Café Nespresso sabe que é um café excelente e, como não exige muita interferência humana, é sempre maravilhosamente tirado.

Falando um pouco sobre a máquina em si: Criada em 1976, foi somente em 1988 que se tornou um produto de sucesso. O diferencial dessa modalidade de máquina é que ela usa um sistema exclusivo de capsulas que só servem para esse tipo de máquina e vice e versa. As cápsulas  são feitas de alumínio e contém aproximadamente 5,5g de café, a quantidade exata para fazer uma xícara. A Nespresso oferece 16 tipos de Gran Crus, de variedades Arábica e Robusta. Todo ano são lançadas duas Edições Limitadas e ainda, um conjunto de versões aromatizadas, tais como baunilha, caramelo e amêndoas.

As cápsulas são hermeticamente seladas. Quando inseridas na máquina, sua parte superior é perfurada (algumas máquinas fazem um buraco único grande, e outras fazem uma série de furos menores) e  então a máquina é ativada,  bombeando água quente sob alta pressão. Isso faz com que o fundo plano da cápsula se curvar, já isso é feito de alumínio mais fino do que o resto da cápsula. A saída do café é através destes furos ruptura e escorre direto para a xícara.

As variações de café são indicadas pela cor das cápsulas.

Imagem das capsulas de café nespresso, dispostas em forma circular. São 16 capsulas de cores diferentes, agrupadas por tipo de café: espresso, longo, descafeinado e de origem

OS 16 tipos de café Nespresso. Foto: Divulgação

O único ponto ruim é que, apesar das máquinas não serem tão caras (com R$800,00 compra-se uma ótima), as capsulas são vendidas individualmente e produzem apenas uma xícara, o que pode sair caro para quem oferece o café de graça (ou é viciado e precisa de várias xícaras por dia). No mais, compensa e muito!

Para quem ainda não experimentou, recomendo!

Beijinhos,

Lak

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Café Espresso

Imagem de uma xícara de café sob a máquina de café espresso, com o líquido caindo na xícara.
A gente enrola e até dá uma sumida e quem é vivo sempre aparece, não é mesmo?

Já expliquei aqui sobre o café espresso como bebida, que tem coração, corpo e crema, mas repetindo para quem não quiser clicar no link:

  • Coração: É a camada do fundo. A cor do coração é geralmente um marrom profundo e forte. O coração do espresso contém a amargura que fornece um equilíbrio com a doçura do aroma do café.
  • Corpo: a camada média do espresso. O corpo normalmente tem cor entre caramelo e marrom.
  • Crema: É a camada superior, também conhecida como espuma, de cor marrom-dourado. A crema contém os mais finos aromas e sabores do café. Como os melhores óleos do café são extraídos durante a tiragem, a crema fica esbranquiçada. Para que o espresso seja perfeito e agrade plenamente ao paladar, a espuma deve ser cremosa e consistente. Se você adoçar o café, ela deve “fechar” imediatamente após a passagem do açúcar/adoçante.

Mas agora, falando do modo de preparo do café espresso… Continue lendo

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Review: Café Cultural no CCBB

Domingo, estive no Centro Cultural Banco do Brasil daqui de São Paulo, para assistir uma sessão de cinema acessível (com legenda e audiodescrição) promovida por um final de semana por mês.

Cheguei mais rápido que o esperado, portanto decidi tomar um café enquanto aguardava os amigos com quem marquei de ver o filme, no Café Cultural do CCBB.

A decoração é muito bonita e possui uma vitrine com vários tipos de cafés: embalagem e uma plaquinha com texto sobre cada um deles ao lado. Pelo que vi, o forte da casa era o  café da Fazenda Pessegueiro, que é maravilhoso, mas um velho conhecido, então resolvi experimentar outro. Pelas descrições, gostei de um tal de “Arte Café” de origem de Guaxupé, escolhido por conta de uma querida amiga que nasceu nessa cidade, mas também pela descrição da bebida: doçura alta, encorpado, acidez saliente, alta persistência e creme aveludado. Como resistir a isso?

Imagem de um saco preto de café, com o rotulo com 4 quadrados, separando as letras por quadrado, formando a palavra ARTE. Ao lado, um pequeno retângulo com informações sobre a bebida: 100% arábica, Região: Guaxupé, MG. Blend: Catuaí Amarelho, Tupy e Novo Mundo, Processamento: bóia e cereja descasacado. Torra média. Doçura alta, encorpado, acidez saliente, alta persistencia e creme aveludado. Continue lendo

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Caffè Breve

Segundo a wikipédia, o Caffè Breve é uma variação americana do Latte, feita com espresso, half-and-half (é um leite que nunca vi por aqui, mas comum nos Estados Unidos, que leva 50% de leite e 50% de creme) e espuma do leite. No Brasil, não é tão comum, porque costumamos optar por pingado ou macchiato.

Pode ser feito com chocolate, levando o nome de Mocha Breve ou servido gelado, chamado de Iced Breve.

Por conta do creme de leite, não é das versões mais lights entre as bebidas com café. Mas, certamente, deve ser uma delícia de se tomar naqueles dias mais frios, em que manter a dieta não é a nossa principal preocupação.

Beijinhos,

Lak

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Coffea Libérica

Imagem de vários grãos de café torrados, sobre um fundo branco.
O Coffea Libérica é um outro tipo de planta de café, além do Arábica e Robusta, que representa apenas 1% da produção mundial de café.

Original da Libéria – daí o nome – é uma planta mais resistente à pragas que os demais tipos, mas de qualidade muito inferior, portanto, seu consumo é quase sempre local (do lugar cultivado) e raramente é exportado. Seus maiores produtores são a Malásia e a Guiana.

Chega até 9 metros de altura, mas normalmente é cultivado entre 3 e 6m. Historicamente, foi levado para a Indonésia para substituir as árvores de coffea arábica que haviam sido destruídas pela praga da Ferrugem, mas nunca chegou a fazer sucesso, pela pouca qualidade. Até hoje, é usado apenas na composição de blends (misturas), embora tenha havido um período em que o Libérica foi preferido entre os povos escandinavos.

É tolerante a solos com pouco nutriente e prospera, principalmente, em clima quente e úmido. Precisa de pouco sol e pode ser cultivado totalmente à sombra, o que permite até mesmo ser criado até mesmo dentro de casa!

Apesar de eu nunca ter experimentado o Libérica para poder falar, nas minhas pesquisas na net, vi algumas referências de que o gosto e o aroma são comparáveis ao do Arábica, embora a qualidade seja inferior e ele seja mais caro de cultivar que o Robusta, por isso não tem um cultivo tão popular quanto à essas duas outras variedades.

Uma curiosidade: As folhas do Coffea Libérica possuem mais cafeína que os frutos.

Beijinhos,

Lak

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Receita da semana: Torta de limão

Faz tempo que não posto receita, né?

Essa é facinha e não sei se combina tanto com café, mas coloco aqui pela praticidade dela mesmo e porque adoro torta de limão, mas detesto massa podre (mesmo doce), então eu faço uma versão com massa de cheesecake.

Você vai precisar de…

Torta de limão

Imahem de uma torta de limão ainda na forma: massa fina, creme amarelo de limão e merengue de suspiro dourado. A torta está cortada no meio.

Foto meramente ilustrtativa: o creme de limão desta receita fica branco, levemente esverdeado.

Massa:

1 pacote de bolacha maizena batido no liquidificador até virar uma farofa doce
200g de manteiga amolecida no microondas (no meu, leva 30 segundos)

Misture a farofa com a manteiga até formar uma massa uniforme. Forre o fundo de uma forma refrária (ou forma de torta com fundo removível, conforme preferência) com essa massa, sem se preocupar de levantar os cantos, fica a critério. Leve ao forno médio por cerca de 10 minutos, até começar a dourar. Tire do forno e reserve.

Recheio:

1 lata de creme de leite
1 lata de leite condensado
Suco de limão a gosto (sou exagerada e coloco uns 3, mas uso do tipo limão siciliano, que não é tão azedo)

Misture os ingredientes até formar uma massa homogênea. E comece colocando suco de um limão apenas, experimente. Se achar que precisa de mais, acrescente outro. E outro, até quanto baste pra você.
Despeje sobre a massa pré aquecida.

Cobertura merengue:

3 claras de ovos
3 colheres de açúcar

Com ajuda de uma batedeira, espátula ou até garfo (o que você tiver a mão) bata a clara até adquirir uma consistência faça ‘montanhas’ ao levantar o batedor.  Acrescente o açúcar e espalhe  sobre o creme da torta. Leve ao forno por mais 5 ou 10 minutos, até começar a dourar a clara em neve.

Se quiser, decore com raspas da casca de limão.

Leve a geladeira por pelo menos 2 horas.

Aqui em casa, faz o maior sucesso!

Beijinhos,

Lak

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Café aromatizado

imagem das embalagens de cafés aromatizados do café do ponto. Trata-se de uma embalagem de alumínio retangular, com o  da empresa e o título "Gourmet Café" e um rótulo circular especificando o sabor. Na foto, há três opções: Amendoas Torradas, Chocolate com trufas e Creme Irlandês.

Foto: Divulgação

Outro dia, comentei no meu twitter algo relativo ao blog e um amigo respondeu: “Lakinha, acabei de tomar um aromatizado de macadâmia delicioso!”

Porque quando a gente fala num assunto, os amigos sempre querem dar opiniões e sugestões.

Particularmente, como apreciadora recente de café, eu tenho uma forte preferência por café puro tipo Mogiana, mas claro que isso não me impede de apreciar outras modalidades.

Segundo o site do Café do Ponto, o café aromatizado é produzido da seguinte maneira: no processo industrial, o café recebe essências que dão sabor e aroma diferenciados, sempre na quantidade previamente estudada para que tal sabor não anule nem e sobreponha ao sabor do café.

Existe diversos sabores de cafés aromatizados no mercado: chocolate trufado, chocolate com menta, nozes, avelã, creme irlandês e até frutas exóticas como açaí. As opções são muitas e agradam todos os tipos de paladares.

Sou da opinião que se deve experimentar vários até adotar um para ter em casa e oferecer para as visitas.

Pessoalmente, estou em fase de experimentação ainda. Assim que tiver uma escolha preferida, retorno o assunto no blog.

E você, prefere algum aromatizado em especial?

Beijinhos,

Lak

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